Itapetim registra primeiro homicídio do ano

Um homem de idade não informada foi morto a tiros na noite desse domingo (18), na zona rural de Itapetim. O crime aconteceu no Sítio Mãe D`agua, comunidade rural localizada a cerca de 13 quilômetros da área urbana de Itapetim.

A vítima foi identificada apenas pelo apelido de Cozita. Até o momento, a autoria e a motivação do crime são desconhecidas. A investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Itapetim.

A vítima já havia sido alvo de um atentado a tiros em novembro de 2025, quando foi atingida no braço. No ano passado Itapetim teve 5 assassinatos.

Fonte: Blog do Erbi

Atropelamento deixa idoso gravemente ferido entre Teixeira e Maturéia

Na noite desse domingo, 18 de janeiro, um atropelamento foi registrado na rodovia PB-306, que liga os municípios de Teixeira e Maturéia, na região serrana. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, o acidente envolveu uma caminhonete de cor cinza que colidiu com o senhor José Simplício de Andrade, de 73 anos. A vítima trafegava pela rodovia empurrando uma bicicleta no momento do impacto.

O idoso sofreu ferimentos graves e foi socorrido pelo SAMU, sendo encaminhado para uma unidade hospitalar para atendimento médico especializado.

Ainda segundo a Polícia Militar, o condutor permaneceu no local do acidente e colaborou com as autoridades. Em relato aos policiais, ele afirmou que a visibilidade estava prejudicada no momento da colisão, fator que pode ter contribuído para o ocorrido.

Durante o atendimento da ocorrência, o motorista informou ter ingerido uma taça de vinho, porém recusou-se a realizar o teste de alcoolemia. Diante da situação, o veículo foi apreendido e o caso encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde serão adotadas as medidas legais cabíveis.

A ação contou com o apoio de viaturas da Polícia Militar, além do suporte avançado do SAMU. As circunstâncias do acidente seguem sob apuração, e novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

Fonte: Teixeira em Foco 

Barraca onde casal de turistas foi agredido em Porto de Galinhas é multada em R$ 12 mil pelo Procon

Quase um mês depois que um grupo de barraqueiros agrediu um casal de turistas na praia de Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, o estabelecimento envolvido na confusão, a Barraca da Maura, foi autuado pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do estado (Procon). Segundo o órgão, a empresa terá que pagar uma multa de R$ 12 mil.

O caso aconteceu no dia 27 de dezembro, após um desentendimento sobre os valores cobrados pelo uso de cadeiras e uma mesa. Imagens gravadas por testemunhas mostram os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta levando socos e chutes dos agressores.

g1 entrou em contato com Maura Maria dos Santos, proprietária da barraca, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o Procon, a multa foi arbitrada após uma ação de fiscalização, denominada Operação Consumo Livre, realizada no início de janeiro. Na ocasião, além da Barraca da Maura, outros 44 estabelecimentos foram vistoriados e receberam uma notificação para apresentar documentação comprovando que atuam em situação regular.

O Procon informou que a multa aplicada à Barraca da Maura foi baseada no que chamou de violação de normas do Código de Defesa do Consumidor, previsto pela Lei Federal nº 8.078/1990.

Além disso, de acordo com o órgão, houve descumprimento da Lei Estadual nº 16.559/2019, incluindo “violação aos direitos básicos do consumidor”, como “prática abusiva e falha grave na prestação do serviço, com exposição dos consumidores a situação vexatória, constrangedora e de risco à integridade física e moral”.

Ainda segundo o Procon, a partir do recebimento do auto de infração, o estabelecimento poderá apresentar defesa administrativa dentro do prazo legal, conforme o processo administrativo sancionador do órgão.

Ainda segundo o Procon, a Operação Consumo Livre seguirá durante todo o mês nas principais praias de Pernambuco, com ações de fiscalização voltadas à proteção do consumidor, à transparência na oferta de produtos e serviços e ao combate a práticas abusivas no litoral do estado.

Fonte: g1

Bolsonaro cometeu crimes e hoje cumpre pena em “cela” que é o sonho de moradia de milhões de brasileiros

Foto: VÍdeo STF

Ao todo, 64,8 metros quadrados de espaço, sendo 54,7 metros de área coberta e outros 10 metros quadrados de área externa. Banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. Chuveiro com água quente, geladeira, armário, cama de casal e TV.

Essa poderia ser perfeitamente a descrição de algum apartamento posto para aluguel em uma dessas plataformas de imóveis, ou de alguma acomodação no AirBnb. Mas trata-se, sim, do detalhamento da cela para onde o ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido na Papudinha para cumprir sua pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

Em plataformas como a Zap Imóveis, o aluguel de um imóvel com as medidas da cela de Bolsonaro – 59 m², um quarto, sala e cozinha – no setor Central de Goiânia, por exemplo, pode sair por R$ 2,2 mil ao mês. Fora a taxa de condomínio. Somando, o valor fica próximo dos R$ 3 mil.

O salário mínimo em 2026 foi reajustado para R$ 1.621. Logo, uma pessoa que trabalha aproximadamente 8 horas por dia, numa escala 6×1 e percebe o valor de um salário mínimo precisa trabalhar quase dois meses para pagar o aluguel de um mês de um imóvel aos moldes do que Bolsonaro foi colocado para ser… punido por seus crimes.

É preciso destacar também que Jair Bolsonaro, um criminoso condenado, vai continuar recebendo sua aposentadoria de R$ 41,5 mil por mês da Câmara dos Deputados. O valor é proporcional ao tempo de mandato e contribuição, e Jair foi deputado por 27 anos. Isso, sem contar a pensão militar, de R$ 12,8 mil.

Jair Bolsonaro é um criminoso. E isso, quem diz, não é este mero jornalista que vos escreve, mas a Justiça. Bolsonaro cometeu crimes, foi julgado com direito à ampla defesa e foi condenado. E hoje, como punição, recebeu uma cela que, na teoria, é o sonho de todo trabalhador médio brasileiro.

É preciso concordar com a família e os apoiadores do ex-presidente: essa prisão é, de fato, um escárnio.

Fonte: Jornal Opção

Engavetamento na BR-232 deixa sete feridos em Flores

Um sinistro de trânsito foi registrado por volta das 8h20 deste domingo (18), no Km 367 da BR-232, no município de Flores, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com as informações iniciais, o acidente foi um engavetamento envolvendo dois veículos de transporte de passageiros e um caminhão. Sete pessoas que estavam no último veículo, uma van, ficaram feridas. Felizmente, os ferimentos foram considerados leves, sem gravidade aparente.

As vítimas receberam atendimento no local e foram encaminhadas para o Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, e para o Hospital de Custódia, onde passaram por avaliação médica.

Ainda segundo as autoridades, os três motoristas envolvidos no acidente realizaram o teste do bafômetro, e todos apresentaram resultado negativo para ingestão de álcool.

As causas do engavetamento ainda serão apuradas pelos órgãos competentes. O tráfego na rodovia ficou parcialmente lento durante o atendimento da ocorrência, mas foi normalizado após a retirada dos veículos da pista.

Rodoviária Logo Caruaruense anuncia encerramento definitivo das atividades após mais de 60 anos

A Rodoviária Logo Caruaruense comunicou oficialmente o encerramento definitivo de suas atividades, após mais de seis décadas de atuação no transporte intermunicipal em Pernambuco. A decisão foi informada aos colaboradores nesta sexta-feira (16), durante reunião realizada na sede da empresa, em Caruaru. Em nota, a direção destacou respeito e gratidão aos funcionários pelos anos de dedicação e assegurou que todos os direitos trabalhistas serão integralmente cumpridos, assim como o pagamento de tributos devidos.

De acordo com o comunicado, a Logo, sucessora da tradicional Caruaruense, já notificou formalmente a Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI) e iniciou o processo de devolução de todas as linhas atualmente operadas. O encerramento ocorre em razão de um grave desequilíbrio econômico-financeiro da operação, agravado por dificuldades estruturais do setor e pelos impactos prolongados do período pós-pandemia.

Fundada em novembro de 1959, a Rodoviária Caruaruense surgiu em um momento decisivo para o desenvolvimento do município e da região. Criada pelos empresários Abdias Vescenslau da Silva, Edécio Francisco de Melo e José Victor de Albuquerque, e posteriormente adquirida por João Lyra Filho, a empresa marcou gerações ao conectar cidades e contribuir de forma significativa para o crescimento econômico e social do Agreste pernambucano.

No encerramento do comunicado, a empresa agradeceu aos milhares de usuários, parceiros e colaboradores que fizeram parte de sua trajetória. A história da Rodoviária Caruaruense permanece como um legado de trabalho, dedicação e serviço público, consolidando seu papel na memória e no desenvolvimento regional de Pernambuco.

Nota oficial na íntegra

COMUNICADO
Após mais de seis décadas de existência e de serviços prestados a Pernambuco, a Rodoviária Logo Caruaruense informa o encerramento definitivo de suas atividades. A decisão foi comunicada nesta sexta-feira (16) aos seus colaboradores, durante reunião, na sua sede, em Caruaru. A empresa expressa profundo respeito e gratidão pelos anos de dedicação e compromisso de toda a equipe e assegura que todos os funcionários receberão integralmente seus direitos trabalhistas e que efetuará o pagamento de tributos.

A Logo, sucessora da Caruaruense, informa, ainda, que já comunicou formalmente a decisão à Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI) e que está procedendo com a entrega de todas as linhas atualmente operadas.

A decisão pelo fechamento decorre do grave desequilíbrio econômico-financeiro da operação e por dificuldades conjunturais há muito enfrentadas pelo setor e potencializada após a pandemia.

Fundada em novembro de 1959, a Rodoviária Caruaruense nasceu em um momento decisivo para o desenvolvimento de Caruaru e da região. Criada pelos empresários Abdias Vescenslau da Silva, Edécio Francisco de Melo e José Victor de Albuquerque e, posteriormente, adquirida por João Lyra Filho, a empresa fez parte da história de milhares de pessoas, conectando cidades e contribuindo de forma significativa para o crescimento econômico e social da região.

A empresa reafirma seu agradecimento aos milhares de usuários que transportou ao longo de mais de sessenta anos em atividades e aos parceiros de caminhada. A história da Rodoviária Caruaruense permanece como um legado de trabalho, dedicação e serviço ao povo do Agreste e de Pernambuco.

Fonte: Rádio Capital do Agreste FM

Marido de Erlan Bastos lamenta morte do jornalista: ‘Força sem igual’

O jornalista Neto Maciel se pronunciou pela primeira vez após a morte do marido, o também jornalista Erlan Bastos, neste sábado (17). O apresentador morreu aos 32 anos, em decorrência de uma tuberculose peritoneal, forma rara da doença. Ele estava internado no Hospital Natan Portella, em Teresinha, Piauí, onde morava.

Erlan e Neto estavam juntos há 15 anos e frequentemente compartilhavam momentos da vida a dois. No Instagram, Maciel compartilhou um longo texto se despedindo do comunicador, acompanhado de diversas fotos do casal.

“Eu sei que tudo o que eu disser não vai aliviar a dor que estou sentindo ou trazê-lo de volta. Mas queria deixar claro o guerreiro que você foi nessas últimas semanas. Inabalável, implacável, uma força sem igual. Hoje o dia amanheceu triste, sem cor e com um oco inexplicável! E vai ser assim daqui em diante até essa dor virar saudade”, começou ele.

Maciel contou que ele e Erlan tinham planos para quando o jornalista deixasse o hospital. “Nossos altos e baixos foram combustível para que nosso amor nunca acabasse, além do respeito, cuidado e cumplicidade. Dói demais ter que fazer essa postagem porque eu não queria que isso acontecesse. Fizemos planos para quando vencêssemos essa luta. Ontem eu prometi que tudo iria ficar bem, me perdoe amor!”, continuou.

Erlan foi internado há cerca de um mês, após apresentar fortes dores no peito e na região abdominal, além de fraqueza intensa e episódios de suor frio durante uma transmissão ao vivo. “Hoje o mundo do jornalismo de celebridades perdeu um grande jornalista! Você foi, como eu sempre lhe dizia, minha inspiração de ser humano. Um lutador invencível”, escreveu Maciel.

O apresentador teve uma vida difícil antes da fama, chegou a morar na rua e foi catador de latinhas na infância. Mudou-se para São Paulo em busca de oportunidades melhores e contava que, ao chegar à cidade, foi assaltado assim que desceu na Rodoviária Tietê. Erlan trabalhou com entretenimento desde os 14 anos e estourou no YouTube em 2018, com o canal Hora da Venenosa.

“Eu, sua família e seus amigos ficamos aqui; meu amor, com muita saudade e com muita dor de ter que nos despedirmos de você dessa forma. Não se preocupa que o papai do céu está segurando sua mão e lhe levando para o melhor lugar que existe, para os braços dele. Você vai e está fazendo muita falta, vamos ser fortes para conseguir superar sua ausência. Eu te amo mil milhões e sempre o amarei. Até breve”, finalizou Maciel.

O velório de Erlan Bastos foi realizado neste sábado (17), na Pax União, em Teresina. Já o sepultamento, aberto ao público, aconteceu no domingo (18), no Cemitério São Judas Tadeu.

Fonte: Revista Quem

Bete Mendes: a atriz que enfrentou a ditadura, denunciou torturadores e foi silenciada por um país que prefere esquecer

Essa história me chegou por indicação de uma leitora querida, amiga daqui da minha cidade. E eu gosto quando uma história chega assim, quase como quem puxa pela manga e diz olha isso aqui com calma. Passei as últimas horas lendo, cruzando informações, voltando em arquivos, e a pergunta ficou martelando. Por que a gente não fala mais dela. Por que essa história não circula. Talvez porque ela seja desconfortável. Talvez porque ela seja forte demais para caber em legendas rasas. Talvez porque ela exponha feridas que o Brasil insiste em chamar de cicatriz. E por isso mesmo ela merece ser observada.

Bete Mendes nasceu em Santos, em 1949, e para muita gente sempre foi apenas atriz. Um rosto conhecido da televisão brasileira, presença constante em novelas, programas, entrevistas. Eu mesmo a via na TV quando era mais novo e jamais imaginei o que existia por trás daquela imagem familiar. E isso diz muito menos sobre ela e muito mais sobre o modo como o Brasil esconde suas histórias incômodas à vista de todos.

Enquanto construía sua carreira artística, Bete Mendes viveu a juventude em um país onde pensar em voz alta era arriscado. A ditadura militar não precisava estar presente o tempo todo com fuzis. Ela operava pelo medo, pela vigilância, pela certeza de que qualquer passo fora da linha tinha consequência. Artistas, estudantes, intelectuais e gente comum sabiam disso. E quem não sabia aprendia rápido.

A militância dela não se deu por grupos armados nem por ações espetaculares. Foi uma militância de integração com movimentos culturais, sociais e estudantis, espaços onde ainda se tentava respirar alguma forma de consciência coletiva. Só que, naquele Brasil, isso já bastava para virar alvo. Bastava para ter nome em relatório. Bastava para ser vigiada.

Em meados dos anos 1970, sob crescente pressão, Bete deixou o Brasil. No exterior, passou a falar. Deu entrevistas, participou de encontros, subiu em palcos e mesas para contar o que acontecia aqui dentro. Falava da repressão, da censura, do medo cotidiano, do funcionamento de um governo que se sustentava pela violência institucional. Não era discurso abstrato nem retórica ideológica. Era relato de quem vinha de dentro e sabia exatamente do que estava falando.

Quando decidiu voltar ao Brasil, o Estado já havia tomado nota. A resposta veio rápida. Bete Mendes foi presa e interrogada. Não foi uma detenção burocrática. Foram dias de isolamento, interrogatórios insistentes, pressão psicológica, ameaças diretas e indiretas. Aquele tipo de prisão que não precisa deixar marcas visíveis para reorganizar o medo por dentro de alguém. O recado era claro e dispensava explicação.

Algum tempo depois, veio a segunda prisão. E aqui não cabe suavização. Não foram horas, nem poucos dias perdidos no calendário. Foram cerca de trinta dias encarcerada pelo aparelho repressivo do Estado. Trinta dias sob vigilância constante, convivendo com o risco real da violência física e com a certeza da violência psicológica. Trinta dias em que o tempo não passa, ele pesa. Em uma prisão política, um dia já é suficiente para destruir alguém. Trinta dias são uma eternidade planejada.

Ninguém sai ileso de um sistema que transforma o medo em método de governo.

É a partir desse ponto que a história dela deixa de ser apenas pessoal e passa a dialogar diretamente com a engrenagem do regime. Porque quando Bete volta a circular fora do Brasil, já não é uma artista ingênua nem uma cidadã distraída. É alguém que conhece por dentro o funcionamento da repressão, que sabe como o Estado pune, como ameaça, como silencia.

Em 1977, durante uma viagem ao exterior, ela reconheceu um rosto que condensava tudo isso em uma só figura. Era Carlos Alberto Brilhante Ustra, então ocupando um posto oficial fora do país. O mesmo homem que havia comandado o DOI-CODI de São Paulo, um dos principais centros de repressão da ditadura. Um lugar onde a tortura não era excesso, era procedimento.

Bete o denunciou publicamente. Não como quem faz uma acusação abstrata, mas como quem aponta alguém diretamente ligado ao sistema que a havia prendido, ameaçado e silenciado. Ao retornar novamente ao Brasil, as consequências não precisaram vir em forma de nova prisão. Vieram de modo mais sofisticado. Boicotes silenciosos, contratos que evaporavam, convites que deixavam de existir, portas que se fechavam sem explicação. O controle já estava internalizado.

Com a abertura política e o início da redemocratização, Bete Mendes fez um movimento que poucos fizeram com tanta coerência. Em vez de se afastar da política, entrou nela. Foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores e se elegeu deputada federal por São Paulo no início dos anos 1980. Não foi uma transição confortável. Foi a tentativa de transformar experiência de dor em ação institucional.

No Congresso, atuou em pautas ligadas à cultura, aos direitos humanos e à reconstrução democrática. Mais tarde, após divergências internas, acabou deixando o partido e seguiu sua trajetória política em outras frentes, participando inclusive da Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição de 1988. Também ocupou cargos na área cultural, tentando fortalecer políticas públicas em um país que sempre tratou cultura como adorno, nunca como base.

Já como deputada, Bete Mendes reencontrou novamente o passado que o Brasil insistia em empurrar para debaixo do tapete. Identificou Ustra ocupando um cargo diplomático e escreveu ao então presidente José Sarney, exigindo sua exoneração e o retorno ao Brasil para responder por seus crimes. Não era pedido de vingança. Era exigência de responsabilidade histórica. Era dizer que a democracia não poderia ser construída mantendo torturadores como representantes oficiais do país.

O Brasil escolheu outro caminho. Ustra nunca foi preso. Nunca respondeu criminalmente. Viveu livre até morrer em 2015. Antes disso, foi reconhecido pela Justiça, em ação civil, como torturador. Um reconhecimento tardio, simbólico, insuficiente. Mesmo assim, morreu sem cadeia, sem cela, sem o peso concreto do que fez.

Décadas depois, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, elogiou publicamente Ustra no plenário da Câmara. Chamou de herói um homem reconhecido judicialmente como torturador. O mesmo ex-presidente que hoje reclama do barulho do ar-condicionado na cela, tratando desconforto como tortura.

Aqui a história dispensa metáfora. Tortura não é incômodo. Tortura é método. Tortura é Estado. Tortura é retirar de alguém a condição de ser humano enquanto se diz que é pelo bem da ordem.

Hoje, Bete Mendes está viva, aos 75 anos, longe do centro da mídia, mas dentro de uma das histórias mais incômodas e necessárias do Brasil recente. Se esse país tivesse uma relação menos covarde com a própria memória, ela seria lembrada não apenas como atriz ou ex-deputada, mas como alguém que falou fora do país, voltou sabendo do risco, foi presa, ameaçada, silenciada e ainda assim insistiu em apontar nomes quando todo mundo pedia silêncio.

Essa história não é passado. É espelho. E ele continua refletindo exatamente o tipo de país que a gente escolhe ser quando decide o que lembrar e o que fingir que nunca aconteceu.

Com mais de 4 mil moradias, Aluízio Campos é o maior complexo do Minha Casa, Minha Vida no Nordeste

O Complexo Residencial Aluízio Campos, localizado em Campina Grande, Paraíba, é frequentemente citado como o maior conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) do Nordeste.

A estrutura conta com 3.012 casas e 1.088 apartamentos. Além de três creches, dois postos de saúde, duas escolas, duas academias de saúde e um centro de referência de assistência social. O complexo é como se fosse uma cidade dentro de Campina Grande.

Embora o título de “maior do Brasil” seja o projeto como Viver Melhor em Manaus, que tem 8.895 unidades, o Aluízio Campos em Campina Grande permanece como uma referência de grande escala na região Nordeste.

Fonte: Jeito Nordestino

AESET/FACISST lança edital de seleção simplificada para contratação de profissionais do curso de Medicina

A Autarquia Educacional de Serra Talhada (AESET) publicou o Edital de Seleção Pública Simplificada nº 002/2026 – AESET/FACISST, que estabelece a realização de processo seletivo para contratação temporária de profissionais destinados ao curso de bacharelado em Medicina. As contratações ocorrerão por excepcional interesse público, pelo período de um ano, podendo ser prorrogadas por igual período.

De acordo com o edital, as vagas estão distribuídas entre docentes de nível superior, técnicos administrativos e auxiliares de serviços gerais, com o objetivo de fortalecer o funcionamento acadêmico e administrativo do curso de Medicina da AESET, garantindo a continuidade e a qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

O gestor da Autarquia, Damião Medeiros, destacou a importância do processo seletivo para o fortalecimento da instituição. “Esse edital reafirma o compromisso da AESET com a qualidade do ensino superior e com a consolidação do curso de Medicina em Serra Talhada. Estamos investindo em profissionais qualificados para assegurar uma formação cada vez mais sólida aos nossos estudantes”, afirmou.

O edital completo, com informações sobre requisitos, critérios de seleção, etapas do processo e prazos, está disponível nos canais oficiais da AESET. A instituição reforça que todo o processo seguirá os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Fonte: Blog do Nill Junior