A intenção do governo de dar fim à obrigatoriedade da autoescola no país deve gerar uma economia de até R$ 9 bilhões por ano aos brasileiros, apurou a CNN. O projeto, avaliado pelo Executivo, estima redução de cerca de 75% do custo total para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
Atualmente, o custo total para tirar o documento varia entre R$ 3 mil a R$ 4 mil, a depender do estado. Com a proposta, a quantia desembolsada para tirar a CNH ficaria entre R$ 750 a R$ 1 mil.
O Ministério dos Transportes destaca que o objetivo é desburocratizar o acesso à carteira de habilitação, já que, segundo avaliação da pasta, o custo elevado do processo é a principal barreira para as pessoas não tirarem a CNH. No entanto, o projeto tem enfrentado críticas de autoescolas e entidades, que ponderam o aumento nos acidentes de trânsito.
Caso o projeto seja aprovado, o indivíduo ainda passará pela prova teórica e prática, mas o processo de estudo ficaria a critério dele, que pode estudar a teoria online e contratar instrutores autônomos para treinar.
Com a exoneração de Danilo Cabral (PSB) do cargo de superintendente da Sudene, publicada na manhã desta segunda-feira (5 de agosto de 2025), o governo federal já definiu o substituto: trata-se de Francisco Alexandre, conhecido como Piuta, segundo suplente da senadora Teresa Leitão (PT). A informação foi antecipada pelo Blog do Magno.
Natural de Bom Conselho, no Agreste pernambucano, Piuta possui sólida trajetória no setor privado e financeiro. Entre os principais cargos que já ocupou, destacam-se:
Membro do Comitê Financeiro e de Investimentos da Invepar S.A.
Diretor-superintendente da BRF Previdência
Vice-presidente do Conselho de Administração da Perdigão S.A., atual BRF S.A.
A mudança no comando da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) reforça o espaço de aliados do PT e do PSB na estrutura federal, especialmente no Nordeste.
A nomeação oficial de Francisco Alexandre deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana.
O presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Jean Lima, pediu demissão nesta segunda-feira (4) por meio de uma carta com balanço de suas ações à frente da empresa.
Jean preside a EBC que é vinculada à Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República desde 2023, quando foi indicado pelo atual ministro da pasta, Sidônio Palmeira, e também pelo ex-ministro e deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
A demissão de Lima foi oficializada por meio de uma carta de renúncia enviada à Secom, na qual ele afirma que a trajetória “à frente da empresa foi marcada por momentos significativos e desafiadores”.
“Durante minha gestão, conseguimos importantes avanços para o fortalecimento da comunicação pública, ao separá-la da comunicação estatal e governamental”, diz o documento ao qual a CNN teve acesso.
No mesmo texto, Lima declarou estar “honrado em ter contribuído para o governo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em resposta a demissão, Sidônia Palmeira definiu o trabalho de Lima, que durou cerca de 30 meses, como “relevante contribuição à frente da Empresa Brasil de Comunicação”.
“Durante sua gestão, a EBC deu passos importantes para consolidar uma comunicação pública autônoma, plural e conectada com os interesses da sociedade. A ampliação da Rede Nacional, o fortalecimento do jornalismo público, os prêmios conquistados e o crescimento da audiência são reflexo de um trabalho comprometido com a democracia e o interesse público”, afirmou o ministro na carta de agradecimento a qual a CNN também teve acesso.
Ao determinar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (4), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu o ex-presidente de usar celular. A proibição também vale para quem for autorizado a visitá-lo.
O Supremo deverá autorizar cada pessoa a realizar as visitas, exceto os advogados de Bolsonaro.
“Os visitantes autorizados por esta Suprema Corte, nesta decisão ou a partir de requerimentos formulados nos autos, ficam expressamente proibidos de utilizar celular, tirar fotos ou gravar imagens”, determinou Moraes.
Anteriormente, Moraes havia proibido Bolsonaro de acessar as redes sociais de forma direta ou com a ajuda de outras pessoas – como publicações feitas em perfis de seus filhos, por exemplo.
A decisão desta segunda amplia a restrição ao uso do aparelho celular como um todo, não apenas usá-lo para entrar nas redes sociais.
Moraes reafirmou no documento a proibição de Bolsonaro usar as redes sociais, bem como não poder manter contato com embaixadores “ou quaisquer autoridades estrangeiras” e outros réus dos inquéritos que ele responde.
Prisão domiciliar
Alexandre de Moraes afirma na decisão pela prisão domiciliar que Jair Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes. Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.
Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui:
uso de tornozeleira eletrônica;
proibição de visitas, salvo por familiares próximos e advogados;
recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.
O despacho ressalta que as condutas de Bolsonaro demonstram “a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu”.
Segundo Moraes, as medidas cautelares em vigor foram desrespeitadas “mesmo com a imposição anterior de restrições menos severas”, como a proibição de uso das redes sociais e de contato com outros investigados.
O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) participou, por telefone, dos atos promovidos por apoiadores neste domingo (3) no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi um dos principais alvos de críticas.
Alvo de restrições impostas pelo STF, ele não pode sair de casa aos finais de semana, mas não tem qualquer vedação sobre discursar em eventos públicos. Entretanto, não pode usar redes sociais próprias nem de terceiros.
Despacho do ministro Alexandre de Moraes explicou os limites da medida cautelar. De acordo com o documento, “não será admitida a utilização de subterfúgios para a manutenção da prática de atividades criminosas, com a instrumentalização de entrevistas ou discursos públicos como ‘material pré fabricado’ para posterior postagens nas redes sociais de terceiros previamente coordenados”.
Um vídeo de Bolsonaro falando aos manifestantes reunidos em Copacabana foi publicado no perfil oficial do senador Flávio Bolsonaro (STF). No STF, a primeira avaliação de interlocutores de Moraes é a de que a publicação pode representar violação da medida cautelar.
O áudio do telefonema feito a Bolsonaro por Flávio foi conectado no sistema de alto-falantes, em Copacabana. “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos, é pela nossa liberdade. Estamos juntos”, disse o ex-presidente aos manifestantes que foram até a orla.
O momento da saudação foi registrado em vídeo e publicado no perfil oficial de Flávio Bolsonaro. O ex-presidente aparece com o celular na mão e com a tornozeleira eletrônica que é obrigado a usar em destaque.
“Palavras de Bolsonaro em Copacabana. A legenda é com vocês”, escreveu o filho senador.
Em São Paulo, não foi possível ouvir Bolsonaro. Durante manifestação na Paulista, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) mostrou no celular uma videochamada com Bolsonaro. “Não pode falar, mas pode ver”, afirmou ao público.
Dois homens, de 33 e 45 anos, morreram após ingerirem veneno de lagarta, acreditando se tratar de cachaça. O caso aconteceu no último sábado (27/7), na zona rural do município de Assaré, no interior do Ceará.
De acordo com informações do G1, as vítimas haviam passado a noite anterior consumindo bebida alcoólica na casa de um familiar. Na manhã seguinte, ao acordarem, encontraram uma garrafa com um líquido transparente e ingeriram o conteúdo.
Pouco tempo depois de beberem o líquido, os dois começaram a passar mal e foram levados às pressas para o hospital da região. Apesar do socorro médico, ambos não resistiram e morreram em decorrência da ingestão da substância tóxica.
As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas. A Delegacia Municipal de Assaré segue investigando o caso.
A Copa América Feminina conheceu o seu campeão da 2025: o Brasil. A Seleção é a maior campeã do torneio, conquistando nove títulos em dez disputados. Apenas a seleção argentina conseguiu acabar com a hegemonia brasileira.
O torneio começou a ser disputado em 1991 e, atualmente, conta com as principais seleções sul-americanas: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Apenas quatro seleções conseguiram chegar à final da competição (veja abaixo).
Brasil e Colômbia disputaram o título em quatro ocasiões: 2010, 2014, 2022 e 2025. A seleção brasileira conquistou todas as taças nas finais.
Para essa edição, a Copa América Feminina passou por uma mudança e não dá mais vaga à Copa do Mundo Feminina, apenas aos Jogos Olímpicos e o Pan-Americano. Finalistas, Brasil e Colômbia estão nas Olímpiadas de Los Angeles, em 2028.
Já Argentina, Uruguai e Paraguai, colocados entre a 3ª e 5ª posição, estarão no Pan em Lima, no Peru, em 2027. A seleção peruana também tem a vaga por ser o país-sede.
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro vão às ruas neste domingo (3) em mais uma mobilização em seu favor. As manifestações vão ocorrer em várias cidades brasileiras, mas, desta vez, sem a presença do próprio Bolsonaro, que segue com tornozeleira eletrônica e impedido de deixar sua residência durante os finais de semana, em decisão do ministro Alexandre de Moraes referendada pelo colegiado do Supremo Tribunal Federal (STF).
No Recife, de acordo com os líderes da direita em Pernambuco, a concentração acontecerá na Avenida Boa Viagem, a partir das 14h, com o ponto de partida na Padaria Boa Viagem, na Zona Sul da cidade.
A manifestação faz parte do movimento “Reaja Brasil” e é pautada pelo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, relator da investigação contra Bolsonaro e sua relação com a trama golpista, que o manteria no poder após as eleições de 2022.
Nas suas redes sociais, o deputado estadual coronel Alberto Feitosa convocou a direita para o ato. “O movimento é em defesa da nossa liberdade de expressão, da nossa democracia, da nossa constituição. Todo mundo sabe o que nós estamos passando, principalmente políticos e simpatizantes da direita”, disse o parlamentar em vídeo.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (2) pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra que o presidente Lula (PT) lidera de forma isolada em todas as simulações de cenários de intenções de voto no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.
No segundo, descolou-se, no limite da margem de erro, de Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030, e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Para o Datafolha, a pesquisa mostra uma ligeira recuperação da posição de Lula na disputa pela reeleição.
A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidas 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 130 cidades do país nos dias 29 e 30 de julho.
O Datafolha testou sete cenários de primeiro turno. Já as simulações do segundo turno, apontam que Lula se descolou de Bolsonaro e Tarcísio. Na pesquisa anterior ele estava em empate técnico com estes adversários.
No cenário 1, Lula (PT) tem 39%, com Jair Bolsonaro (PL) com 33%. Ratinho Junior (PSD) chega a 7%. Ronaldo Caiado (União Brasil), 5% e Romeu Zema (Novo), 4%. Em branco/nulo/nenhum – 9%. Não sabem, 2%.
Quando Bolsonaro é substituído por Tarcísio de Freitas, o governador de São Paulo chega a 21%, contra 38% de Lula. Contra Michelle Bolsonaro, a esposa do ex-presidente tem 24% e Lula, 39%.
Entretanto, importante observar a soma dos nomes da oposição a Lula. Na primeira simulação, por exemplo, chegam a 49% contra 39% do petista.
Já nas simulações de segundo turno, caso o segundo turno fosse hoje entre Lula e Tarcísio, 45% votariam em Lula e 41%, no governador de Sâo Paulo. Caso o segundo turno fosse hoje entre Lula e Michelle Bolsonaro, presidente teria 48% e ex-primeira-dama teria 40%. Em caso de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o presidente marcaria 47% e o ex-presidente, 43%.
A opinião pública brasileira segue dividida quanto ao destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo nova pesquisa do Datafolha, 48% dos entrevistados defendem que ele seja preso por sua suposta participação na tentativa de golpe após as eleições de 2022. Outros 46% são contra a prisão, e 6% não souberam opinar.
Apesar dessa divisão, a expectativa da maioria é de que Bolsonaro escapará da cadeia: 51% acreditam que ele não será condenado, enquanto 40% acham que ele será preso.
Veja os números: a favor da prisão: 48% (eram 52% em abril); contra a prisão: 46% (eram 42%); não sabem: 6% (mesmo índice em abril).
O levantamento foi realizado nos dias 29 e 30 de julho. Foram ouvidas 2.044 pessoas.